segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CNJ EM MS: CDDH denuncia assassinato de indígenas para ministra

O presidente do Centro de Defesa dos Direitros Humanos Marçal de Souza (CDDH), Paulo Angelo de Souza participa da audiência pública presidida pela corrgedora do CNJ, ministra Eliane Calmon, no Tribunal de Justiça, nesta tarde. Ele comentou sobre assassinato de lideranças indígenas e também sobre a quantidade de índios presos no Estado.
“Aqui tem aparato policial para intimidar movimentos sociais como o CDDH, mas não tem polícia para prender quem mata indígenas”, disse. Paulo Angelo citou o município de Amambai como o maior detentor de massa carcerária formada por indígenas em MS.


01/12/2010 15:54

Eliane Souza e Celso Bejarano

Justiça permite acesso a índios isolados em fazenda há 100 dias em Paranhos

A Justiça reconsiderou pedido do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul e determinou que os proprietários da Fazenda São Luiz, no município de Paranhos, devem aceitar o ingresso de órgãos de assistência aos indígenas que estão acampados em uma pequena área da fazenda desde 19 de agosto.
Os órgãos estatais responsáveis por prestar assistência aos índios estão autorizados a entrar na fazenda duas vezes por mês, a cada 15 dias, para entrega de cestas básicas e remédios aos indígenas acampados, sendo obrigados a comunicar previamente os proprietários, que não poderão se opor, sob pena de desobediência. A primeira visita da Funai, Funasa e Ministério Público Federal à área deverá ocorrer nesta sexta (10).
No início de novembro, a Justiça Federal em Ponta Porã deixou de analisar o mesmo pedido de acesso ao local, pleiteado pelo MPF, porque já havia decidido pela reintegração de posse em favor dos proprietários, determinando a desocupação da área em 10 dias.
Mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região - TRF3 - cassou aquela decisão na véspera da desocupação - 16 de novembro - e manteve os índios na área, "até a produção de prova pericial antropológica", ou seja, os estudos que confirmem os indícios de ocupação tradicional da região por aquele grupo étnico.
Segundo a decisão do Tribunal "existem provas de que a Fazenda São Luiz pode vir a ser demarcada como área tradicionalmente ocupada pelos índios". Análise dos registros cartoriais da fazenda, realizada por engenheiro da Funai, comprova que as terras estão no Tekohá (terra sagrada) Ypo'i e Triunfo, da qual os índios foram expulsos após o início do processo de formação das fazendas da região. Os estudos antropológicos na região estão em andamento e deverão ser publicados pela Funai.


08/12/2010 10:40

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MEDO ENTRE OS ÍNDIOS

A violência nas comunidades indígenas tem aumentado nos últimos anos. Na reserva de Dourados, em Mato Grosso do Sul, as famílias vivem com medo dentro das próprias casas.
A índia kaiowá Lourdes Braga está de luto pela morte do filho de 20 anos. O jovem foi torturado e morto com um tiro nas costas. ´´Ninguém tem dó, não. Chegou a noite, ninguém tem dó”, disse.
A família kaiowá mora na reserva de Dourados, em Mato Grosso do Sul, estado que lidera o ranking da violência indígena. O levantamento mais recente, de 2009, mostra que dos 60 assassinatos de índios no Brasil, trinta e três ocorreram no estado.
Indigenistas acreditam que o aumento da violência nas aldeias está diretamente ligado à diminuição do território do índio. No século XIX, por exemplo, as etnias terena, guaraní e kaiowá tinham cinco milhões de hectares para viver na região. Hoje, os cerca de 15 mil índios do município de Dourados dividem duas reservas de 3,5 mil hectares.
´´Nosso antepassado não vivia assim, não. Eles tinham de andar uma semana pra chegar ao vizinho. Hoje só um passo aí, você sai da casa e você já vê a casa do vizinho”, contou Getúlio Juca Oliveira, cacique caioá.
“Alguns não tem nem onde construir a própria casa. Eles têm alguma assistência à saúde e à educação, mas falta ainda outras políticas públicas voltadas para eles”, explicou o antropólogo Jorge Heremites.
Segundo um levantamento da Polícia Militar, só no ano passado ao menos 16 índios foram mortos vítimas de agressão na reserva de Dourados. Por lei, só policiais federais podem entrar em terras indígenas.
O problema, segundo as autoridades, é que a Polícia Federal não tem efetivo para o patrulhamento. Por isso, a Funai e a Polícia Federal estudam um acordo com o governo estadual para que a Polícia Militar faça um policiamento ostensivo nas aldeias de Dourados.
“O grande problema da Polícia Militar é que não temos a competência de oferecer o nosso serviço, que é o policiamento ostensivo preventivo, dentro das aldeias. Mas nós acreditamos que, com a documentação que já foi encaminhada para Brasília e com o termo de cooperação da União e do estado, essa competência será estendida às polícias militares pelo menos aqui no Mato Grosso do Sul”, esclareceu o coronel Marcos David, comandante da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul.
“Nós precisamos também, neste caso, resolver definitivamente as atribuições e poder atuar. Não podemos ficar na situação que está hoje. Os índios estão sendo assassinados. Há problemas de violência graves no âmbito da comunidade, como a questão do abuso do álcool e do uso das drogas, e o estado não atuar. O estado democrático de direito tem que atuar nos três níveis”, lembrou Márcio Meira, presidente da Funai.
No domingo, mãe e filha foram assassinadas na aldeia, mortas a facadas. A polícia suspeita de latrocínio, roubo seguido de morte. Esse tipo de crime é comum na reserva.
“Nós esperamos que já no primeiro trimestre haja pelo menos uma atuação mais intensiva tanto da Força Nacional quanto da Polícia Federal nas aldeias de forma preventiva. O que esperamos que vá minorar a situação dos indígenas. O atendimento preventivo depende da celebração de um termo de cooperação. Infelizmente, há um limbo jurídico porque a comunidade é muito próxima da cidade. Então, nenhuma das polícias entende que é competente para a efetivação do policiamento preventivo. Com esse convênio, esperamos que essa situação seja resolvida. Esperamos que haja por parte da Polícia Federal e da Força Nacional, juntamente com a Polícia Militar, a efetivação de operações que visem a prevenção, principalmente o combate ao tráfico de drogas e à receptação de produtos na aldeia”, disse Marco Antônio Delfino, procurador da República.



Fonte: http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-343651,00.html

Ossada é achada em Dourados e suspeita é que seja de adolescente desaparecido


A ossada estava embaixo de uma árvore junto com uma corda com restos de cabelo humano, o que levantou a hipótese de suicídio. (Foto: Dourados News)
Foi encontrada na tarde de ontem (5) uma ossada identificada preliminarmente como sendo do adolescente Elton Oliveira Isnardi, 14 anos, desaparecido desde o dia 12 de novembro na aldeia indígena Bororó, em Dourados, cidade que fica a 133 quilômetros de Campo Grande.
Segundo informações do site Dourados News, crianças indígenas que brincavam em uma mata perto da reserva indígena da cidade encontraram o corpo, que foi identificado por familiares. O reconhecimento oficial será feito em laboratório por testes, como o DNA, no IML (Instituto Médico Legal).
Parentes disseram que o garoto saiu de casa com uma carroça para buscar capim para alimentar os animais da família e desde então não visto novamente.
A ossada estava embaixo de uma árvore junto com uma corda com restos de cabelo humano, o que levantou a hipótese de suicídio. A suspeita é que o corpo tenha se desprendido da corda depois de algum tempo.
A carroça usada pelo adolescente no dia em que ele desapareceu não foi encontrada.


Fonte: site Dourados News e Campo Grande News

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Primeiro bebê do ano em Dourados é indígena

O primeiro douradense nascido em 2011 é um menino indígena. Ele nasceu pontualmente às 0h com 2,777 quilos, em parto normal no Hospital Universitário. A mãe é a dona-de-casa Linilsa Flores Dias, de 20 anos. O pai é Orivaldo Gerônimo Dias, de 23 anos, trabalhhador rural. Ambos são da etinia Caiuás e moram na aldeia Jaguapirú. É o primeiro filho do casal. Os pais ainda vão decidir o nome do bebê.


 
Fonte: SÍTIO DOURADOS AGORA, 01.01.2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Índios rappers de MS cantarão em guarani na posse de Dilma Rousseff


O Brô MC’s, primeiro grupo de rap do Brasil formado por indígenas e que mistura português e guarani nas letras sairá da Aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS) para tocar na posse da presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, neste dia primeiro.
Os índios rappers de Mato Grosso do Sul são adolescentes que começaram a cantar rap após uma oficina realizada pela Central Única das Favelas de Dourados. A Aldeia Jaguapiru é uma das mais pobres do Brasil e faltam opções de qualificação e renda para os índios, situação que compartilham com muitas comunidades pobres brasileiras, indígenas ou não.
Em dezembro de 2009, após formarem o Brô MC’s, Bruno, Kelvin, Charlie, Clemerson e DJ Gio Marques lançaram o primeiro cd do grupo, feito artesanalmente. Embalado por amigos e vendido durante a sua apresentação no Festival Conexão Hip Hop, uma festa dedicada à cultura feita em Dourados todos os anos, o material não deu pra quem quis.
O som nervoso do rap com a sonoridade do guarani encantou. "Todos queriam aprender a cantar nossa língua nativa, que cativou logo na primeira apresentação", comemoram.
As letras, como de todos os grupos rappers, falam da realidade que os jovens vivenciam. No caso deles, da vida na aldeia, dos sonhos e de amor. Após esgotar os cds, os downloads na internet já passam de 10 mil.
Durante 2010 o grupo realizou mais de 30 apresentações dentro e fora de Mato Grosso do Sul. Participaram do Show do Projeto Ava Marandu, juntamente com Milton Nascimento. Nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, mostraram o rap em guarani no Encontro da Diversidade Cultural promovido pela Secretaria de Identidade e Diversidade Cultural. E foram os destaques na inauguração do SESC Belenzinho, em São Paulo, realizado neste mês.
Agora, se preparam para a apresentação que, segundo eles mesmos, pode a mais importante da vida do grupo. Os adolescentes rappers da aldeia sul-mato-grossense reconhecem o destaque que tocar na posse da primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Roussef, vai garantir ao grupo.
"Será uma honra, cantar num momento histórico como esse, a consagração de um sonho. Mas será também uma ótima abertura para que o Brasil veja um pouco da cultura do Mato Grosso do Sul e de seus indígenas, uma vez que a aldeia de Dourados é a segunda maior do Brasil", ponderam.



Fonte e foto:
31/12/2010 07:56



CONFIRA O CLIPE DO RAP EM GUARANI DO BROS MC'S:

http://www.youtube.com/watch?v=oLbhGYfDmQg&feature=player_embedded#!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Governador não cumpre acordo com índios, que prometem fechar rodovia e onda de protestos


Os índios da Aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS), planejam promover a partir da próxima semana uma onde de protestos com o bloqueio da rodovia MS-156, caso o governador André Puccinelli (PMDB) não cumpra acordo que prevê medidas compensatórias e mitigatórias por causa dos impactos causados na comunidade com a duplicação da via, que corta a reserva indígena de norte a sul.
O vice Cacique da Aldeia Jaguapiru, Leomar Mariano Silva, afirmou que a empreiteira contratada pelo Governo do Estado já concluiu a obra de pavimentação asfáltica da rodovia duplicada, faltando apenas concluir a sinalização viária e a iluminação. Ele alega que, do jeito que a obra foi feita, os índios foram prejudicados.
“Queremos a construção de uma rotatória no Travessão do Rosemar o ponto de maior passagem de pessoas, carroças e animais”, disse Leomar ao lembrar que o Governo do Estado não cumpriu o acordo feito entre as lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó firmadas com a interveniência do MPF (Ministério Público Federal). “Estamos dando um prazo até o dia 15 de janeiro para que o governador inicie a construção da rotatória”, disse Leomar.
Além da construção da rotatória, Leomar cobra do Governo do Estado que sejam encascalhadas todas as estradas vicinais da Reserva conforme estipulado no acordo com o MPF e também que seja construído o calçadão na entrada principal da reserva que dá acesso a Escola Municipal Tengatui Marangatu para que sejam implantadas as feiras de artesanatos e de produtos agrícolas produzidos pela comunidade indígena.
Izael Terena, um dos líderes do movimento, afirmou que os índios não querem ser mais manipulados pelos políticos. “Já estamos cansados de tantas promessas. Nosso povo quer ação”, disse o índio que está mobilizando os jovens da aldeia para a onda de protestos. “Se fecharmos a rodovia a ligação entre Dourados e os municípios de Itaporã, Maracaju e Jardim ficará interrompida e muita gente sairá prejudicada”, finalizou.



Perigos da duplicação

Em agosto deste os índios tentaram impedir a duplicação da BR-156. Nesta data cerca de duzentos índios das etnias Guarani, Terena e Caiuá retiveram uma moto niveladora da empreiteira como forma de protesto contra a insegurança que a duplicação causaria por falta de a construção de uma rotatória.
Puccinelli assumiu compromissos com índios no MPF ainda não cumpridos
No dia 12 de dezembro os índios fizeram o primeiro alerta sobre os perigos que a duplicação acarretou a comunidade. Durante alguns minutos as lideranças das duas aldeias interromperam o tráfego pedindo a construção da rotatória e não foram atendidos pelo Governo.
A BR-156 possui tráfego pesado de caminhões e carretas, pois a estrada também liga a região a outros municípios produtores de grãos, como Maracaju e Sidrolândia.


Fonte e foto: http://midiamax.com/noticias/735443governador+nao+cumpre+acordo+com+indios+prometem+fechar+rodovia+onda+protestos.html
30/12/2010 08:34

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Professoras Indígenas da UFGD escrevem sobre as possibilidades para a Educação

Professoras da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), publicaram dois capítulos no livro “Jogos e Culturas Indígenas: Possibilidades para a Educação Intercultural nas Escolas”.
A professora Marina Vinha escreveu sobre “Jogo de tabuleiro como prática educativa intercultural” e Maria Aparecida Rezende publicou sobre a “Oficina de alfabetização para professores Xavante da Terra Indígena Pimentel Barbosa”.
O livro foi publicado pela editora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e faz parte do projeto “Jogos Indígenas e Educação: Produção Material Educativo Sobre os Jogos dos Povos Indígenas do Brasil”, desenvolvido com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio do Núcleo de Estudos sobre Corpo, Educação e Cultura (COEDUC) - Rede CEDES/SNDEL (Secretaria Nacional de Desenvolvimento de Esporte e de Lazer).
O material é uma coletânea de sete capítulos que traz saberes e práticas tradicionais de mais de vinte grupos, sendo que a maioria dos jogos são descritos por professores indígenas, alguns como co-autores dos capítulos, que fizeram suas formações acadêmicas no Mato Grosso, no Acre, no Amazonas e no Mato Grosso do Sul.
A obra é um material didático primoroso para o trabalho com a temática indígena na escola, mas também para que, nas escolas indígenas de todo o Brasil, os professores indígenas possam recorrer aos saberes e práticas de outros povos para promover a Educação Intercultural.


Fonte:
29/12/2010 13:42

 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Criança índia é estuprada, agredida e morta a pauladas

Na aldeia indígena Tey Cuê, de Caarapó, uma menina indígena de apenas oito anos foi brutalmente assassinada. Lusimara Almeida Martins, foi encontrada morta na fazenda Gauchinha. Segundo informações da Polícia Civil, Luzimara Almeida Martins foi agredida a pauladas após abuso.
Quatro pessoas foram detidas, todas menores de idade. A Tia da menina, uma adolescente de 16 anos, teria trocado a indígena por drogas, e ainda teria participado das agressões e da morte da garota.
A pericia detectou que além de abusada sexualmente a criança conta com marcas de mordidas e hematomas por todo o corpo.


Fonte: http://www.midiamax.com.br/ultimas/
Dourados Informa/VS

22/12/2010 08:00

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

CEAI/OAB/MS parabeniza a aniversariante do dia: Drª Adriana Rocha

FELIZ ANIVERSÁRIO QUERIDA DRª ADRIANA ROCHA 
(MEMBRO DA CEAI/OAB/MS)


"O caráter é a marca indelével que determina
o único valor verdadeiro de todas as pessoas
e todo o seu trabalho." (Orison Swett Marden)



A CEAI/OAB/MS te deseja um Feliz Aniversário querida amiga e companheira de todas as horas!!!!!!!!!!





"Te desejo minha querida e inestimável amiga, que Deus em sua infinita bondade continue a iluminar seu caminho e seu coração. Obrigada por fazer parte desta comissão e por se doar tanto em prol do bem e da digninidade dos povos indígenas de Mato Grosso Sul. Sua presença e sua participação são de extrema imortância para todos nós. FELICIDADES!!!! É o que eu te desejo sempre Adriana!"

Arlete Povh