terça-feira, 22 de novembro de 2011

Polícia Federal garante à Funai que vai investigar morte de Nisio Gomes a fundo

Neste último final de semana, a reportagem do Midiamax acompanhou de perto toda a intensa movimentação dos kaiowás guaranis, diretamente no local onde o cacique Nisio Gomes foi assassinado, segundo informações dos próprios índios que sofreram o ataque de um bando de 40 homens armados, na manhã da última sexta-feira.

Mesmo com a proibição de gravações pela PF, a reportagem acompanhou o depoimento da principal testemunha do caso, Valmir Cabreira, filho de Nisio, na distância determinada pela equipe liderada pelo delegado Alcídio de Souza, da Delegacia de Defesa Institucional da PF no MS.

Enquanto mais índios chegavam à área de intensa mata verde, e faziam seus rituais religiosos no Tekoha Guaiviry - que fica entre as fazendas Chimarrão, Ouro Verde e Querência - o delegado da PF questionou Valmir sobre os fatos relativos ao crime.

Enquanto isso, soldados da Força de Segurança Nacional que escoltavam os dirigentes da Funai armados com fuzis automáticos garantiram a segurança de Valmir durante o depoimento.

Solicitando sinceridade absoluta e muita concentração para lembrar todos os detalhes do ataque, o delegado solicitou que ele descrevesse a cena do massacre, em detalhes, mais de uma vez.

Valmir reafirmou o que vem dizendo publicamente: que uma caravana de caminhonetes chegou ao local pela manhã; que alguns homens tomaram a frente do grupo, entre eles um paraguaio; e que no momento em que os tiros começaram o pai gritou para alertar os 60 índios do grupo, para que se protegessem na mata fechada.

Mais adiante, o filho do cacique disse que os homens ordenaram que Nisio deitasse no chão e o fuzilaram ali mesmo, com tiros na cabeça, peito, braços e pernas. E concluiu dizendo o bando colocou o corpo numa caminhonete Hilux prata e foram embora.

Ainda na sexta-feira, no local do crime, a perícia encontrou o chapéu verde-amarelo de Nisio com um furo que seria de bala e marcas de sangue.

Sumir com o corpo é expediente comum na região, diz Funai

Sobre o assassinato do cacique, Silvio Raimundo da Silva, dirigente da Funai em Ponta-Porã, afirmou que “esse expediente de sumir com o corpo é reincidente aqui na nossa região, basta a gente ver casos como os dos professores do acampamento Ipui, até hoje está lá o crime ainda não solucionado, e agora aqui, a liderança do seu Nisio Gomes, que é bastante respeitado na região, pelas lideranças indígenas e pela Funai”.

“Mas o que queremos saber é que a polícia tenha condições de elucidar esse desaparecimento, e sabemos que a PF quer chegar a uma solução, para que esse não seja mais um caso não solucionado”, garantiu.


Funai procura pai de crianças desaparecidas

Outro ponto central do depoimento de Valmir foram as suas declarações bombásticas dando conta que três crianças foram levadas junto com o corpo de seu pai, vivas, para lugar ignorado.

Segundo ele, até agora não foi possível localizar os pais das crianças, porque os pais estão em fuga para aldeias da região – uma possibilidade confirmada pela Funai. Mas a fundação quer encontrá-los, primeiro, para esclarecer as circunstâncias da denúncia, considerada brutal.

Presença de veículo chapa branca é alvo de investigação da PF

Um dos pontos mais contundentes das declarações de Valmir foi a presença, no local do crime, de uma caminhonete Ranger que, como as demais, tinha um pedaço de papelão tampando as placas do veículo. Mas na Ranger, segundo ele, foi possível visualizar uma parte da chapa, que era branca – e possivelmente oficial.

O delegado Alcídio de Souza também quis saber sobre a declaração de Valmir, de que na caminhonete havia o símbolo de uma ave, parecida com um gavião, que também figurava na roupa de um homem uniformizado.

“O símbolo, a ave”, inquiriu o delegado, a quem Valmir respondeu positivamente, reafirmando a sua versão. E com mais um detalhe: erguendo os braços em paralelo, ele descreveu o percurso da suposta viatura oficial, que contornou a Hilux por trás, parando do lado direito dela. Na lavoura de soja defronte a mata onde os índios estão refugiados, existem muitas marcas de pneus.

Famílias chegam ao local com a promessa de não sair

Em relação à chegada de mais famílias na área, com mulheres e crianças pequenas, o dirigente da Funai relatou a forte convicção dos kaiowás guaranis: “Os indígenas já estão certos de não sair da área. Eles reafirmam isso, que é terra tradicional deles, que eles não pretendem sair daí porque estão dispostos a resistir”.

Diante de um pequeno monumento religioso de madeira, com um emblema, os índios praticavam seus rituais. Os jovens adolescentes portavam arco e flecha, e ervas venenas para passar nas pontas.

Silvio da Silva, no entanto, fez questão de pontuar uma diferença entre índios e o bando de assassinos que aterroriza a região: “eles são um povo pacífico, eles não estão aí pegando em armas, a arma deles é o maracá, é a reza, é o canto, são os rituais, diferente de quem ataca, que tem arma de fogo, armas letais, que ferem e que matam e, com certeza, fazem tudo aquilo que está á margem da lei”.


Fonte:
21/11/2011, 10h47

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Líder indígena foi executado em ataque contra acampamento em Amambai

Corpo de Nísio, no centro da foto, teria sido levado pelos pistoleiros. (Foto: Cimi)

O líder indígena Nísio Gomes, 59 anos, foi assassinado na manhã desta sexta-feira, por volta das 6h30, durante ataque de pistoleiros fortemente armados contra a comunidade Kaiowá Guarani, do acampamento Tekoha Guaiviry, em Amambai.

Segundo informações do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), pelo menos 40 homens estariam envolvidos no ataque. Cerca de 60 indígenas moram no local.

Nísio foi executado com tiros de calibre 12 e, depois de morto, o corpo foi levado pelos pistoleiros. Os disparos teriam atingido cabeça, peito, braço e pernas.

Informações preliminares apontam que os autores teriam seqüestrado dois jovens e uma criança e assassinado uma mulher a uma criança.

Ainda conforme informações do Cimi, os homens estavam com m máscaras, jaquetas escuras e pediram para todos deitarem no chão durante o ataque.

O líder indígena foi executado em frente ao filho, que ainda tentou impedir e foi contido com tiros de bala de borracha, informa o Cimi, acrescentando que a ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado.

Segundo informações de movimento político guarani-kaiowá, a área de Guaiviry é uma das que foi incluída nos processos de identificação de terras indígenas iniciados em MS pela Funai em 2008, e o relatório está em fase de conclusão. Os indígenas ocuparam a área onde aconteceu o conflito há cerca de 15 dias e já vinham recebendo visitas da Funai e da Polícia Federal. Ainda assim, como vem acontecendo em outras áreas em conflito, isso não tem sido suficiente para coibir as agressões realizadas por homens armados a serviço dos fazendeiros da região, reclama o movimento.

A Funai de Ponta Porã acionou Ministério Público Federal e Polícia Federal nesta sexta.



Fonte:
18/11/2011, 14h20

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Copai participa de audiência para debater a educação superior indígena

Nesta sexta-feira (11), a Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS participa de uma audiência pública para debater a “Educação Superior Indígena em Mato Grosso do Sul”. O tema será debatido na Assembleia Legislativa, a partir das 13h30.

O assunto chegou em discussão após lideranças indígenas revelarem que boa parte dos estudantes acabam desistindo da graduação por conta da falta de políticas de acesso e permanência, como transporte, estada, alimentação, vestuário e material escolar, além de um suporte acadêmico.

O debate proposto em parceria com o Projeto de Rede de Saberes discute a realidade de cerca de 700 acadêmicos indígenas do Estado, que buscam a implementação de políticas públicas que garantam a permanência deles no ensino superior.

Participam também da audiência o secretário de Educação Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, o deputado federal Antônio Carlos Biffi, da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, a secretária de Estado de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa, a secretária de Estado de Assistência Social, Tânia Mara Garib e os reitores das universidades públicas e particulares do Estado e o Ministério Público Federal.


Fonte:
11 de novembro de 2011 • 10h35 • 100 visualizações

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MPF instaura inquérito para investigar em MS demora na demarcação de terra indígena

A resistência à demarcação das terras indígenas Guarani Kaiowá na região Cone Sul de Mato Grosso do Sul, com graves conflitos judiciais, motivou a instauração de um inquérito civil público pelo Ministério Público Federal nesta segunda-feira (31). A intenção é acelerar o processo.

O procurador da República Thiago dos Santos Luz, que assina a portaria, alega que a iniciativa leva em conta a função institucional do MPF de "promover a defesa dos bens e interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos das comunidades indígenas".

O MPF aponta na portaria a tentativa de soluções extrajudiciais, especialmente nas situações envolvendo pequenos colonos, suscetíveis de reassentamento em outros imóveis rurais como forma de minimizar o "elevado grau de litigiosidade desses conflitos".

"São reconhecidos aos índios os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam e que o processo administrativo demarcatório a cargo da União ostenta natureza meramente declaratória de situação pré-existente", considerou o procurador.

De acordo com ele, as demarcações das terras indígenas na região Cone Sul têm sofrido forte resistência, "o que vem gerando a eternização dos conflitos, especialmente na esfera judicial, em notório prejuízo aos direitos fundamentais dos índios".

Após as investigações, o Ministério Público pode tomar medidas medidas judiciais ou extrajudiciais, como a expedição de recomendação legal ou celebração de compromisso de ajustamento de conduta.

No procedimento administrativo que deu origem ao inquérito civil público já se encerrou o prazo total de 180 dias para diligências iniciais. Com os dados levantados, o MPF quer agora, no inquérito, investigar como está se dando a coordenação de esforços entre MDA, INCRA, FUNAI, indígenas e pequenos colonos (Associações AMAM, APLUM e AMPRI) para o reassentamento dos pequenos produtores.

O técnico administrativo Jorge Daniel Delgado Jara, foi nomeado como secretário do Inquérito. A Funai será oficiada para informar qual a situação atual da área adquirida pelas Associações AMAM, APLUM e AMPRI em parte da terra indígena Jatayvari (Lima Campo), em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande.

O MPF quer saber quem são os atuais possuidores, a forma de exploração da terra e a disposição dos colonos em deixar a área.

Além disso, serão requeridas do Departamento de Crédito Fundiário do MDA informações atualizadas sobre as providências tomadas para reassentamento dos pequenos agricultores das Associações AMAM, APLUM e AMPRI em outra área, além das medidas para responsabilizar o vendedor Paulo Roberto Massayoshi Kimura, envolvido no processo de desapossamento das áreas adquiridas.


Fonte:

MS concentra mais da metade das mortes de indígenas em conflitos pela terra, aponta pesquisa

Na tarde desta segunda-feira (31), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) lançou o livro “As violências contra os povos indígenas em Mato Grosso do Sul; e as resistências do Bem Viver por uma Terra Sem Males”.

O material traz um verdadeiro relatório das lutas e dos principais conflitos envolvendo os índios nos últimos oito anos, em todo o Brasil. Entre os inúmeros dados que compõem o material, os assassinatos chamam a atenção. No período pesquisado, 452 indígenas foram mortos no Brasil, só em Mato Grosso do Sul, foram 250. Isso sem somar ainda as tentativas de homicídios: 350 no país; e 190 casos aqui no Estado.

“São estatísticas comparadas aos países em guerra. Mostramos nessa coletânea o que acontece na realidade; o pouco que está sendo feito pelos nossos representantes e o que é necessário para reverter essa situação, no país”, disse o coordenador regional do CIMI/ MS, Egon Heck.

O evento foi realizado na Cúria Metropolitana, espécie de sala de reuniões da Igreja Perpétuo Socorro, em Campo Grande. Para Heck, existe uma série de fatores que originaram nos casos de violência, mas ele afirmou que ‘a situação se complicou mais ainda devido à lentidão nas demarcações de terras em todo o Brasil, principalmente em nosso Estado.

“Já se vão 40 anos que trabalho no CIMI, em outras regiões também, e conheço as dificuldades das diferentes etnias do Brasil inteiro. Mas em Mato Grosso do Sul, a situação dos Caioás Guaranis é, sem dúvida, a mais grave. São os piores índices do mundo, em relação à violência e à defesa dos Direitos Constitucionais dos índios”.

Representando a comunidade Curuçuambá, de Coronel Sapucai, na divisa de Mato Grosso do Sul, Eliseu Lopes lembrou as tristes estatísticas, onde mais de 60 lideranças indígenas daquela região já foram mortas durante combates pela terra. “Mato Grosso do Sul é campeão em violência contra nosso povo. Queremos segurança e o cumprimento dos nossos direitos.”, declarou.



Conflitos anunciados e outros números da pesquisa

Nos primeiros nove meses deste ano, o livro mostra que dos 38 registrados registrados no país, 27 ocorreram em Mato Grosso do Sul, o que significa 71% do total.

“Os Guarani Caioás estão se organizando. Se o Governo Federal não agilizar o processo, não demarcar as terras, nós vamos fazer com as próprias mãos. Muito sangue ainda será derramado porque ninguém está resolvendo o nosso problema”, falou Eliseu.

O livro traz, numa escala de denúncias e sugestões, três linhas de pensamento: 1) a questão da violência; 2) aprofunda o debate com textos de especialistas da área do direito, procuradores da República e do Trabalho; e 3) que traz a esperança, uma realidade do que poderia acontecer no Estado.

Um desses agravantes já começa pelo espaço físico destinado aos povos indígenas. Em Mato Grosso do Sul, são mais de 70 mil índios (principalmente os Caioás Guaranis e Terenos), mas, segundo o estudo, as terras indígenas não chegam a 0,2% no Brasil.

O relatório mostra ainda que até 2009, eram 22 acampamentos de indígenas; hoje, são 31. O número revela que são mais de 1200 famílias vivendo em condições subumanas, à beira de rodovias ou em fazendas.



Razões históricas

“O problema da demarcação de terras é muito antigo. Somados ainda outras questões, como: preconceitos, atitudes racistas, entre outros, que acabaram confinando os índios. Isso faz com ele (o índio) fique mais revoltado, mais agitado, e acaba ajudando para que os problemas internos se agravassem”, reforçou o coordenador do Conselho Indigenista Missionário.

No livro, são discutidas ainda a desnutrição infantil, que atinge hoje mais de 4 mil crianças indígenas no Estado; o alto número de mortalidade nessa faixa etária (93 para cada 100 mil). O trabalho pesado nos canaviais e o grande número de suicídios entre os indígenas: no Brasil, 206 e em Mato Grosso do Sul, 176 registros durante os oito anos de pesquisa.

‘São falhas históricas, tanto do governo Federal quanto do Estadual, que destinaram terras pra que não deveria, ou para expansão agropecuária; ou ainda para grandes grupos empresariais, especialmente as companhias de álcool’ foi a tônica do discurso.



Poucas ações eficazes

Muito emocionado, ao falar dos desrespeitos aos indígenas, Lindomar Ferreira, também critica que falta uma política urgente para solucionar a demarcação de terras em Mato Grosso do Sul. “Enquanto pensarem e agirem com ganância, passando por cima dos nossos direitos, muito sangue será derramado”.

O representante da Aldeia Cachoeirinha, em Miranda, hoje tem 36 anos de idade e denuncia que ´são raríssimos´ os acusados de matarem índios ficarem atrás das grades. “Convido o Estado a fazer essa reflexão. Que ‘desenvolvimento é esse? Cadê a democracia? Vivemos uma guerra e o nosso povo, que é trabalhador e honesto, está morrendo”, desabafou.

Eliseu já presenciou 5 mortes em sua aldeia. A ex-líder do grupo, inclusive, foi assassinada na frente de todos para intimidar os demais integrantes da Aldeia. “Já fui ameaçado e perseguido também. Atualmente, estou longe da minha família por tudo isso que vem acontecendo, mas não vamos desistir, vamos continuar lutando”.



Políticas públicas

“Esse material serve para subsidiar os Governo Federal e Estadual e também informar a sociedade, de uma forma geral, sobre o atual quadro em Mato Grosso do Sul”. Esse é o resumo do advogado do CIMI, Rogério Batalha.

De acordo com Batalha, ‘o Estado Brasileiro tem atraso histórico com relação à demarcação de terras indígenas’. “Falta vontade política para dar uma solução eficaz. Temos que buscar todos os caminhos, inclusive o jurídico”.

O advogado critica também diretamente as autoridades quando o assunto é ‘políticas públicas voltadas aos indígenas’. “Por aqui e principalmente no exterior, vemos a propaganda de um ‘Brasil em desenvolvimento’, mas o Governo não consegue resolver um problema interno. Destina bilhões de reais para projetos e empresas, mas nada é feito nessa questão indígena".


A posição do arcebispo da capital

Dom Dimas Lara Resende, arcebispo da capital disse que é grande a vontade de dialogar dos povos indígenas. “Mas precisamos caminhar muito ainda e a informação para a nossa sociedade é importante. Lembrou que ainda há muito preconceito as diferentes etnias dos índios. “A pessoa vale pelo que é, à imagem e semelhança de Deus. Queremos que respeitem todas as diferenças”.

O arcebispo citou igualmente aos demais, o atraso na solução do problema. “Há décadas, o Governo Estadual vendeu títulos que eram de propriedades indígenas para produtores e os conflitos só estão se agravando”, disse Dom Dimas.

O material (o Livro) será enviado às entidades governamentais; às ONGs e também servirá para subsidiar trabalhos acadêmicos no Estado.



Fonte:
http://midiamax.com.br/noticias/774422ms+concentra+mais+metade+mortes+indigenas+conflitos+pela+terra+aponta+pesquisa.html

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sai relação de índios e negros que disputarão cotas em concurso para professor

Saiu hoje edital com a relação dos candidatos ao concurso para professor da rede estadual de ensino que se declararam negros ou índios e cumpriram os requisitos para serem beneficiados pela lei que reserva cota de vagas na seleção pública para índios e negros, de 3% e de 5% do total, respectivamente.

A partir de agora, os candidatos que constarem erros cadastrais (nome, identidade e data de nascimento) terão 2 dias de prazo, das 8h de hoje até as 20h do dia 24 de outubro para a retificação dos Dados.

Para a identificação, eles devem acessar o site http://concurso.ms.gov.br, no menu área do candidato. Ali, vai informar o número do CPF e, no link, recursos, verificar os dados e, em caso de erro, informar o que deve ser alterado.

Um novo edital será publicado com as correções. O concurso era preencher 545 vagas de professor na rede estadual de ensino em Mato Grosso do Sul.

As vagas são em 13 áreas, em 70 dos 78 municípios do. A prova objetiva está marcada para o dia 13 de novembro. Os aprovados terão jornada de trabalho de 20h, com salário-base de R$ 994,44 e incentivo financeiro de R$ 397,78.Os professores poderão atuar tanto no Ensino Médio quanto Fundamental.



Fonte:

Aquisição de terras pode ser solução para conflitos envolvendo a questão indígena em MS

A criação do Fepati-MS (Fundo Estadual para Aquisição de Terras às Famílias Indígenas) foi debatido em audiência pública, nesta quinta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O Projeto de Lei, que institui o Fepati-MS já passou por algumas comissões da Assembleia e foi retirado de pauta pelo seu autor, deputado estadual Laerte Tetila (PT), que optou em colocá-lo a discussão em audiências públicas realizadas em Dourados e Campo Grande.

De acordo com o deputado, o projeto com a criação de um fundo destinado a aquisição de terras aos indígenas foi motivado pelos constantes conflitos entre os produtores rurais e os índios. “Resolver esta questão é interesse de todo o Mato Grosso do Sul”.

O objetivo da criação do fundo é a captação de recursos financeiros que possibilitem a aquisição de terras destinadas ao assentamento de famílias indígenas. E, a previsão é que o Fepati-MS seja vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura.


Recursos

A constituição do Fepati-MS terá como base a contribuição de empresas interessadas, sendo que as mesmas poderão deduzir do saldo devedor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviço de Transporte Interestadual e de Comunicação –ICMS apurado em cada período, os valores efetivamente depositados em benefício do Fundo.

Também poderão constituir o Fundo, transferências da União, mediante convênios, ou quaisquer formas de disposições, termos de ajustes ou disposições legais. Além de outras formas, como doações e legados, juros bancários e transferências à conta do Orçamento Geral do Estado.


Conflitos

Segundo o deputado, os constantes conflitos na região de Dourados ocasionam vários problemas para região. “Isso é um entrave para o desenvolvimento e nós temos a segunda maior população indígena do Brasil”.

Tetila destacou que enquanto prefeito de Dourados chegou a ser cobrado do então presidente Lula uma solução para os conflitos. “Eu não era do legislativo, agora pude analisar com mais calma e buscar uma solução”.

O deputado destacou que a solução veio de um fundo semelhante criado no Rio Grande do Sul. “Lá está dando certo e eu pedi orientação do próprio autor do projeto que me ajudou”.

O projeto de Mato Grosso do Sul segue as características do Estado do Sul.


Interesse

Famílias indígenas compareceram a audiência e se mostraram confiantes na busca pelo fim dos conflitos.

Eduardo Barbosa Pereira, militante do assunto desde 1963, acredita que o projeto em si indica o caminho certo. “É uma luz no fim do túnel e que defenderá os dois lados, tanto dos índios, quantos dos produtores, evitando os conflitos”.

Para Pereira não há outro caminho. “A alternativa é comprar as terras. Os índios não vão querer sair de suas terras e o projeto ajudará”, avaliou.

Ferreira lembrou que na década de 60 havia fartura para os povos indígenas. “Nos anos 70 pra cá pessoas de foras compraram terras indígenas”. E finalizou: “Hoje não se tem melhorias, um exemplo é em Dourados, onde os índios estão abandonados e a Prefeitura tem dinheiro”.




Fonte:
20/10/2011 17:05

Copai participa de audiência pública sobre questão indígena


A Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS, participa nesta quinta-feira (20), às 14 horas, na Assembléia Legislativa, de uma audiência pública para debater os conflitos agrários envolvendo produtores rurais e indígenas de Mato Grosso do Sul proposta pelo deputado estadual Laerte Tetila. A audiência, “Terra: Vida e Paz no Campo”, debate um projeto de lei que trata da aquisição de terra para indígenas no estado chamado Fepati (Fundo Estadual para Aquisição de Terras Indígenas).

Com o projeto, o Fundo poderá receber recursos da União, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), de ONGs (Organizações Não-governamentais), entidades sociais e do próprio Governo do Estado.

Com os recursos em caixa, o Governo do Estado poderá adquirir terras indígenas tradicionais que estão em litígio atualmente, podendo, ainda, equacionar demandas que aguardam por vários anos por uma solução.

O cadastro das terras que poderão ser compradas, segundo o projeto de Tetila, será feito pela Secretaria de Estado de Agricultura, que ficará a cargo, também, de todo trâmite burocrático referente à questão, desde a entrega dessas terras até a fiscalização de sua utilização.

A audiência é aberta a todos os segmentos sociais e, principalmente, para aqueles setores ligados à questão fundiária indígena.


Fonte:
20 de outubro de 2011 • 09h32 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Indígena vai comprar gasolina e é morto a pauladas em Caarapó

Auzir Vargas, de 23 anos, foi morto a pauladas na aldeia Teykue, na região de Yvo, por volta das 20h30 deste domingo (16). Segundo informações da Polícia Civil, Auzir morava em Dourados e estava de motocicleta pela região quando a gasolina acabou.

Ele teria ido até a casa de um homem de 26 anos comprar o combustível. Após abastecer, a vítima não teria pagado o valor combinado. Eles brigaram e Zelindo Lescano, de 23 anos, é considerado suspeito pela polícia de ter dado pauladas na nuca de Auzir, que morreu e foi arrastado para uma área gradeada.

Zelindo foi ouvido e liberado. O outro suspeito é investigado. Nenhum dos envolvidos tem antecedentes criminais.


Fonte:

Criado o Site "Índio Educa"

Foi lançado no dia 12 deste mês o site indio educa http://www.indioeduca.org/

A idéia é tratar a Temática Indígena na Escola, baseada na lei 11.645, que trata dessa questão.

No site também temos um espaço chamado "Biblioca" destinado a divulgar trabalhos que tratam da temática indígena seja o assunto de: Terra, Educação, Saúde, Etnodesenvolvimento e outros.

Contato: indio-educa@googlegroups.com



Fonte:
Sidney Albuquerque - por e-mail