terça-feira, 12 de junho de 2012

OAB/MS representada por Comissão de Assuntos Indígenas em Rio +2011

A Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS (Copai) viaja na próxima semana para participar do Rio +20. A presidente da comissão Samia Roges Jordy Barbieri e a secretária-adjunta Tatiana Azambuja Ujacow Martins fazem parte do grupo de delegados do evento e integrarão, entre os dias 20 e 22 de junho, o Comitê Intertribal: Memória e Ciência Indígena.
“Estaremos na companhia do Marcos Terena no trabalho para mostrar que o índio pode conviver com tradição e modernidade. O trabalho contará com duas ocas, uma espiritual e outra tecnológica”, comentou a presidente da Copai.
Além desta exposição, os representantes da OAB/MS irão abordar no Rio +20 os conceitos de Economia Verde, Desenvolvimento Sustentável e relação entre os povos indígenas no Mato Grosso do Sul e Brasil.
 
 
Fonte:
11 de junho de 2012 • 18h38 • atualizado às 18h52

quinta-feira, 31 de maio de 2012

STF responde à OAB/MS sobre demarcação de terras

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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Carlos Ayres Britto, encaminhou à OAB/MS resposta quanto ao pedido de urgência no julgamento da Ação Cível Originária 368. A ação dispõe sobre terras na região de Corumbá, disputadas pelos povos indígenas Kadiwéus e fazendeiros. O ofício de urgência foi enviado ao ministro Celso de Mello, relator da ação.
O pedido de providências foi encaminhado pelo presidente da OAB/MS, Leonardo Avelino Duarte, no dia 8 de maio, tendo em vista a preocupação da entidade, sobre possíveis consequências de conflitos na região de Corumbá, em função da falta de definição legal sobre a matéria.
As Comissões de Assuntos Agrários e Agronegócio (CAAA) e Permanente de Assuntos Indígenas (Copai) da OAB/MS pediram agilidade do STF para que julgue o processo de terras indígenas no Estado. Para a presidente da Copai, Sámia Roges Jordy Barbieri, "produtores rurais e índios são vítimas deste impasse que dura mais de 20 anos". Desde o início do mês, indígenas ocupam fazendas na região de Corumbá e Porto Murtinho, que trazem clima de insegurança na região e ainda dificulta a vacinação do rebanho bovino.
Os produtores rurais entraram com o pedido de reintegração de posse, mas os juízes não apreciaram os pedidos alegando que o processo é de competência do STF. A vacinação do rebanho estava prevista para terminar no dia 15 de junho, mas foi prorrogada por duas semanas devido os conflitos. A Força Nacional e a Polícia Federal estão nos municípios onde há fazendas invadidas.
O presidente do STF assegurou que o pedido foi encaminhado ao ministro Celso de Mello, relator da Ação Cível Originária nº 368, para urgência no julgamento do feito.

Fonte:
29 de maio de 2012 • 16h33 • atualizado às 18h31

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Com transmissão ao vivo, infância indígena mobiliza protagonistas em audiência

“Nossas crianças veêm suas lideranças serem assassinadas!”, desabafa líder Terena, Alicinda Tibério
No Dia do Índio – 19 de abril – a falta da terra e os reflexos entre os jovens que vivem nas aldeias mobilizaram a a audiência pública “Aspectos Psicossociais da Infância e Adolescência Indígena em Mato Grosso do Sul”, transmitida ao vivo pela TV Assembleia na tarde de hoje. Proposta pelo deputado Pedro Kemp, líder do PT na Assembleia Legislativa, a discussão aberta para a população revelou dados importantes sobre a população indígena.
A professora Guarani, Teodora Souza, da Aldeia Jaguapiru, em Dourados, abordou a falta de ações na Educação, Cultura e Lazer pautadas no conhecimento da cultura indígena. Diante do fato, Kemp afirmou que providências para cobrar do poder público o direito do índio apontar quais os caminhos ele quer seguir, serão tomadas.
A líder terena, de Aquidauana, Alicinda Tibério, hoje moradora em Campo Grande, fez um desabafo ao dizer que os patrícios deixam a aldeia em busca de uma vida com dignidade, mas jamais esquecem suas origens. Ela fez um desabafo ao dizer que: “Nossas crianças veêm suas lideranças serem assassinadas!”
Crescimento populacional x crianças e adolescentes
Segundo o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 1991 até hoje subiu de 34% para 80% o número de municípios brasileiros com alguém que se declara indígena.
Kemp explicou que o aumento se deve ao fenômeno etnogênese, na qual o indígena tem assumido sua etnia e recriado suas identidades após esconder durante anos suas origens para enfrentar a exclusão social. “O mais importante é que eles estão se organizando e buscando reafirmar seus direitos”, concluiu o parlamentar, de acordo com reportagem publicada no sitewww.al.ms.gov.br.
Em todo o país, são 813 mil índios. Mato Grosso do Sul é o segundo Estado com maior população indígena (73 mil índios), o que representa 3% do total da população. O Estado continua sendo marcado, segundo o parlamentar, pelos conflitos agrários. “Essa luta tem custado muito para as lideranças das etnias, principalmente os Kaiowás e Guaranis”, levantou.
Nizio Gomes é lembrado em audiência pública 
Kemp citou o caso do cacique guarani Nizio Gomes, desaparecido desde novembro do ano passado. “Temos que repudiar a violência contra os indígenas e prezar pela segurança das comunidades que, apesar de ameaçadas, continuam lutando pelos seus direitos”.
Vulnerabilidade e invisibilidade
Para Kemp, a criança indígena tem ficado invisível, sofrendo a realidade de miserabilidade, fome, alcoolismo e uso de drogas que envolvem os grupos. “O lado mais fraco é a criança e o adolescente que estão mais vulneráveis nesse contexto”.
Hoje, 44% dos índios do Estado, segundo o IBGE, possuem de 0 a 14 anos de idade. “Se essa é a realidade, precisamos discutir políticas públicas e alternativas voltadas para os pequenos índios e vislumbrar um futuro de cidadania porque eles são vítimas fáceis de um caminho que nós não queremos que sigam”, concluiu Pedro Kemp.
Antropólogo faz alerta sobre a presença das drogas nas aldeias
A audiência pública  também expôs a situação dramática vivida por crianças e jovens indígenas de Mato Grosso do Sul como o enfrentamento à violência doméstica que, de acordo com o representante da Funai (Fundação Nacional do Índio), o antropólogo Diógenes Egidio Cariaga, tem se acentuado devido aos problemas com o álcool e drogas entre índios adultos.
“Além de sofrer os mesmos problemas dos adultos, as crianças e os adolescentes estão mais expostos à vulnerabilidade que ocorre dentro do grupo e acabam sendo mais afetados”, afirmou. Conforme o pesquisador, os pequenos indígenas são capazes de perceber todo o contexto da problemática pelo qual se encontram. “Elas entendem que toda a história cultural do seu povo as trouxeram para a extrema vulnerabilidade e pobreza na qual estão hoje”, frisou.
Na opinião do antropólogo, o Estado deve respeitar a forma como é organizada cada sociedade indígena com políticas públicas específicas. “A dinâmica social das comunidades é atravessada pelas ações do Estado, que simplesmente não pede licença, apenas entra e acaba por garantir condições minímas de dignidade. Os indígenas precisam ter sua história e seus direitos respeitados”, considerou.
Conselheira federal de psicologia chama de genocídio realidade de indígenas em MS
Pelo menos 250 índios foram mortos no últimos cinco anos em Mato Grosso do Sul. O levantamento feito pelo Conselho Federal de Psicologia revela, segundo a conselheira e psicóloga social, Flávia Cristina Silveira, a realidade do genocídio dos povos indígenas em todo o Brasil.
Conforme a psicóloga, o olhar estigmatizado e preconceituoso explica os atos de extermínio e prejudica ações de acolhimento da população indígena, principalmente, de crianças e adolescentes indígenas. “Elas são encaradas como o resto e não como parte da população do país”, afirmou.
A ausência de políticas públicas e investimentos, afirma a conselheira, coloca os povos indígenas em uma condição de vulnerabilidade ao etnocídio. “Deixar morrer é uma omissão, o que também é uma forma de matar e nossas políticas públicas. Da maneira como é aplicada tem deixado os índios morrerem”, declarou.
Presidente do CRP14 aborda a violência na luta pela terra
Para a psicóloga, a questão da demarcação das terras ainda é o principal desafio para mudar o cenário sangrento que envolve a luta pelos direitos indígenas. “A sociedade tem que fazer seu papel que é cobrar o Estado e lutar pelas políticas públicas desses grupos”, comentou.
Ela ainda ressaltou que, pelo Brasil, grupos de direitos humanos, estudiosos e pesquisadores já têm se organizado para mudar a realidade dos índios.
Para o presidente do CRP14 (Conselho Regional de Psicologia 14ª), Carlos Afonso Marcondes Medeiros a ação de jagunços, o preconceito, a violência e o abandono sufocam as comunidades indígenas no Estado. A luta pela terra e o caso Nizio Gomes, de Amambai, desaparecido desde o final do ano passado, sintetizam a realidade no Estado, segundo ele.
Posse do ministro da “Raposa Serra do Sol” é emblemática, diz presidenta da Comissão de Assuntos Indígenas da OAB
Para Samia Roges Jordy Barbieri, que preside  a Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul), a posse do ministro Carlos Ayres Britto, ocorrida nesta quinta-feira – Dia do Índio, na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), é sinal de avanço para a questão indígena no País.
 “Teremos um jurista humanista e com ele nasce a esperança de vivermos em um Estado desenvolvimentista, mas com uma identidade cultural”, declarou.
Ela lembrou a decisão do STF assinada por Ayres pela demarcação contínua da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e a desocupação de produtores rurais do local.
Na época, em seu voto, o ministro Ayres Britto qualificou de “falso” o pretenso antagonismo existente entre os índios e o desenvolvimento. Em seu discurso, lembrou que os índios ajudaram a defender o território brasileiro contra franceses e ingleses e que se comete uma “injustiça histórica” ao não reconhecer que eles tiveram — e têm — contribuição importante para consolidação e desenvolvimento do país. O ministro definiu os indígenas como co-autores da ideologia nacional.
“O relatório do ministro Ayres foi uma verdadeira aula de Direito Indígena”. Samia defende que a sociedade aceite o desenvolvimento com a complementação de culturas. “É necessário uma visão etno sustentável onde produtos advindos de terras demarcadas tenham selo verde e sejam valorizados aqui e lá fora”.
Foram cerca de quatro horas de discussões e os pontos mais polêmicos deverão ser elaborados para que os gestores públicos possam desenvolver ações eficazes juntos às crianças e adolescentes indígenas no Estado. 

Fonte:
(Jacqueline Lopes com www.al.ms.gov.br)

OAB/MS pede urgência ao STF em ação de Reserva Kadiwéu

O OAB/MS solicitou, nesta terça-feira (8), através de requerimento, urgência ao STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da Ação Cível Ordinária (ACO) nº 368, que trata do registro da Reserva Indígena Kadiwéu, na região de Corumbá, e evitar novos confrontos.
A Seccional de Mato Grosso do Sul se manifestou após decisão da ACO nº 312, que tratava da dos índios pataxós no Sul da Bahia, similar à situação no território sul-mato-grossense. No caso baiano, a Suprema Corte deu ganho de causa aos indígenas.
Para a OAB/MS, a decisão tem caráter ainda mais urgente frente aos recentes conflitos entre indígenas e pecuaristas na região. A reserva pertence à União, contudo existem títulos de propriedade em nome de fazendeiros desde a metade do século XX. As terras estão desde 1984 homologadas e registradas como Reserva Indígena Kadiwéu. A decisão é necessária para resolver de forma definitiva a indefinição jurídica.
Segundo o requerimento enviado pela OAB/MS ao STF, o julgamento da ACO nº 368, relativa à Reserva Kadiwéu, é essencial para evitar maiores confrontos e mortes na região pantaneira. Neste sentido, foi solicitado a inclusão da temática na pauta de julgamento da Suprema Corte de forma imediata.

domingo, 29 de abril de 2012

Imagens da OAB/MS - III Semana do Índio da Copai 2012


















Imagens da III Semana do Índio da Copai 2012







Fonte: Acervo Copai - by Arlete Povh

OAB/MS promove III Semana do Índio com palestras, exposições e comidas típicas


Teve Início ontem (26) às 18h30 no Museu das Culturas Dom Bosco, a III Semana do Índio da OAB/MS, com objetivo de mostrar os vários lados da cultura indígena de Mato Grosso do Sul, que abriga a segunda maior população do Brasil, com mais de 68 mil índios, de 13 diferentes etnias, distribuídos em 77 aldeias. Em 26 municípios do Estado.
O evento foi aberto com a exposição “Alma Vermelha”, da artista plástica Deusenid Felix, retratando várias etnias que habitam o país. A primeira palestra foi proferida pelo Procurador da República em Dourados(MS), Marco Antônio Delfino de Almeida, que falou de sua experiência como Procurador na região onde estão localizadas as aldeias mais populosas de Mato Grosso do Sul (Guarani e Kaiowá), com o tema “Índio Urbano”.
O líder indígena Marcos Terena, foi o segundo palestrante, trazendo à plateia relatos de sua vida pessoal, o dia a dia na aldeia e a evolução da história e da cultura indígena em contato direto com o não índio. Após as palestras foi aberta palavra para debate, até às 22 horas.
Para a advogada e presidente da COPAI (Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da Ordem), Sámia Roges Jordy Barbieri, a III Semana do Índio vem coroar um trabalho desempenhado em prol desta comunidade pela OAB/MS. “É um reconhecimento da cultura dentro da cultura. Temos muito a evoluir principalmente em questões relacionadas à Direitos Humanos, mas estamos conseguindo exorcizar a ligação da palavra “índio” com tristeza, morte e questões de territorialidade. O povo indígena tem que ser tratado com respeito e não com discriminação à causa. Este evento pretende reunir propostas que serão encaminhadas às autoridades políticas, com alternativas para investimento em saúde, trabalho e educação indígena”, destacou.
O evento prossegue até sábado (28/4) às 12h00 no Museu das Culturas Dom Bosco, localizado no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, quando será servido aos participantes um banquete com ingredientes típicos da culinária indígena. Os alimentos serão preparados artesanalmente por integrantes da própria comunidade.

Fonte e foto:

27 de abril de 2012 • 16h17 • atualizado às 18h25

Situação indígena do Estado causa tristeza profunda em cacique Kalapalo

 




O cacique, Faremá Kalapalo, da aldeia da Kunurijafütü, localizada no Parque Índigena do Xingú, declarou que a situação dos índios do Estado lhe causa profunda tristeza. Ele esteve presente na III Semana do Índio, organizada pela OAB-MS (Ordem dos advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul), onde tomou conhecimento da situação em que vivem seus parentes, por meio de relatos de líderes indígenas locais.
A presidente da Copai (Comissão Permanente de Assuntos Indígenas), Samia Roges Jordy Barbieri informou que o evento realizado pela Ordem visa reunir propostas que serão encaminhadas as autoridades políticas. Já a vice-presidente, Tatiana Ujacow, ressaltou a importância de estreitar laços com as comunidades indígenas e diferentes etnias.
Faremá contou que no Xingú os índios vivem da pesca, plantio, e que lá não bebem, e apenas o pajé fuma. “Vi os Guaranis e Terenas colocando as preocupações deles de tudo isso e me entristeceu muito mesmo a situação dos meus parentes, de ver como eles sofrem. Eu entendo o que é álcool, cigarro, droga, mas lá no Xingú não tem nada disso”, afirmou. O cacique destacou também a questão da violência. “No nosso grupo isso não acontece, não tem violência. Se alguém fica descontente ele se muda pra outro lugar ou conversa”, explicou.
O Parque Indígena do Xingú fica localizado ao norte do Estado de Mato Grosso, entre o Planalto Central e a floresta Amazônica. Foi criado em 1961, pelo presidente Jânio Quadros, tendo sido a primeira terra indígena homologada pela União. Os principais idealizadores foram os irmãos Villas Bôas (Orlando, Cláudio e Leonardo) e o projeto antropológico redigido por Darcy Ribeiro. Hoje a área de 2,8 milhões de hectares é habitada por cerca de dois mil índios, de nove etnias diferentes e 52 grupos étnicos.
Em suas andanças pelas aldeias no país, Faremá, disse que tem observado que hoje a cultura do branco está tomando conta da cultura indígena e citou a visita que fez a uma Aldeia Urbana, na Capital. “Fui na aldeia urbana, mas lá não é aldeia, é cidade. Senti estranho. Perguntei pro cacique e ele falou que não tem onde plantar. Ai foi que percebi que parente não tem terra aqui. Quando chegar no Xingú vou contar tudo o que vi”, lamentou.
Apesar de ter cultura preservada, doenças dos brancos já chegaram no Xingú
Segundo o cacique as doenças do homem branco já estão no Parque Indígena. Ele atentou para o fato de que antes a Funai (Fundação Nacional do Índio) disponibilizava médicos para atendimentos no Xingú e que agora o atendimento acabou. “A doença já está lá. A doença do câncer, tuberculose, coisas que não tinha antes”, explicou. Apesar da carência dos atendimentos, Faremá declarou que em casos mais graves uma aeronave fica a disposição para levá-los para Canarana (MT), que é a cidade mais próxima onde são examinados por uma equipe médica.
Índios do Xingú cursam universidade
Cacique Kalapalo, ladeado por Tatiana Ujacow e Sâmia Barbiere
Um número muito pequeno de índios do Xingú estuda o curso universitário hoje. A pesquisadora e artista plástica, Deusenid Félix, informou que os índios do Parque praticamente não saem, apenas os caciques, que viajam e voltam para contar o que viu aos demais. Mesmo assim, Faremá explicou que da aldeia dele, três pessoas fazem o curso universitário. “Tenho um sobrinho que faz universidade Federal em São Carlos, interior de São Paulo. É pouco que eu sei que estuda. Conheço três e a preferência deles é pela área de educação”, disse.


Fonte:
http://midiamax.com/noticias/795074-situacao+indigena+estado+causa+tristeza+profunda+cacique+kalapalo.html
 
Foto: Acervo Copai - Arlete Povh

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Concurso elege miss e mister indígenas de Mato Grosso do Sul

Ao todo, 14 candidatos participaram de desfile em Dourados, sul do estado.
Objetivos são valorização da cultura e trabalho com a autoestima dos índios.

 
Cleiton Rodrigues e Bárbara Marques conquistaram, na noite de quinta-feira (19), os títulos de Mister e Miss Indígena 2012, em Dourados, distante 225 quilômetros de Campo Grande. Esta foi a segunda edição do concurso, que é promovido por uma universidade particular da cidade. Ao todo participaram 14 candidatos que desfilaram com roupas sociais e trajes típicos da cultura indígena.
Segundo a pró-reitora de ensino e extensão da instituição organizadora, Terezinha Bazé, o concurso existe para valorizar a cultura e trabalhar a autoestima dos indígenas. “Todo programa é para valorizar a beleza, a diferença cultural, a estética e o modo de ser índio, que tem uma cultura específica que deve ser respeitada”, disse.
Para fazer a avaliação dos candidatos, os jurados consideraram os quesitos beleza, simpatia e tradição.

Vencedores Foi a primeira vez que homens puderam participar do concurso. Rodrigues é da etnia guarani e ficou feliz com a apresentação e com o título. “Todo mundo me recebeu com os braços abertos, tenho muito que agradecer mesmo”, disse o mister indígena.

Bárbara se emocionou ao receber a faixa de miss. “Com certeza é emocionante, é maravilhoso ver tantas pessoas que te amam, que estão torcendo por você. O título é para elas”, enfatizou a jovem.

Suzete Martins foi a primeira miss indígena e sabe da importância da experiência. “Esse concurso foi muito importante para mim, porque eu pude demonstrar um pouco do lado da beleza indígena, dos traços culturais. Além disso, mostrar que na nossa aldeia não tem só coisas ruins, mas também existem coisas boas e belas índias”, ressaltou Suzete.


Fonte:
http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/04/concurso-elege-miss-e-mister-indigenas-de-mato-grosso-do-sul.html

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Copai participa da Audiência Pública sobre "Aspectos Psicossociais da Infância e Adolescência Indígena em MS

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul por intermédio do Deputado Estadual Pedro Kemp, por solicitação do Comitê Estadual de Defesa dos Povos Indígenas de MS, realiza neste momento (a partir das 13h30), a Audiência Pública sobre o tema: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA INDÍGENA EM MATO GROSSO DO SUL. Participam membros da Copai, do Conselho Municipal Indígena de Campo Grande, Funai, antropólogos, médicos, entre outros.




Fonte: Arlete Povh - Copai